Gostando ou não, é unanimidade: Lost é o maior sucesso em termos televisivos do século XXI. Qual é o segredo de tudo isso? Seria o investimento pesado da emissora, ou os grandes nomes no elenco que atraíram os holofotes em cima do voo 815?
Nenhum dos dois. O que faz de Lost um sucesso é o conjunto da obra, e para cada fator positivo que você citar, outros vinte o acompanharam e assim vai.
Tomemos como exemplo a mitologia da série. Atualmente, poucas pessoas têm paciência para acompanhar uma trama contínua, em que assistir um episódio é crucial para o todo. Tal fato explica o sucesso de séries como The Mentalist e House, em que raramente é necessário compromisso.
Resumindo, os telespectadores americanos estão cada vez menos afim de um relacionamento sério e a longo prazo, porém, toda regra tem uma exceção, e no caso de Lost não poderia ser diferente.
Mesmo com uma história contínua, Lost continua tendo sucesso. A construção de sua mitologia foi de deixar outras séries salivando de inveja. Exploramos no início toda a vida dos personagens. No decorrer dos anos, foram apresentados vários elementos, Dharma, Os Outros, O Monstro de Fumaça Negra. Criou-se então uma trama complexa e que, ao entrar no assunto de viagens temporais, se pendurou na perigosa e tênue linha entre sucesso e fracasso.
O recurso não é novo e foi temas de outros filmes e seriados, alguns são antigos (De Volta Para o Futuro, O Túnel do Tempo) e outros são bastante recentes (Heroes, Journeyman), mas o que eles têm em comum? Paradoxos. Quem ficou curioso, assim como eu, e fez pesquisa sobre o tema, deve ter ficado intrigado com as impossibilidades científicas do ato. Caindo no clichê, vale citar o Paradoxo do Avô. Sem se aprofundar mais, encerro essa parte com a afirmação de que nas condições atuais, viagem no tempo é impossível e desastrosa.
Então você me diz: “Terra para Mateus, isso é ficção”, o que é uma afirmação irrefutável. O problema é que, após acompanhar a série por quatro longos anos cheios de drama, ação, aventura e pausas, visitarmos novamente esses eventos pode estragar a primeira impressão que você teve. Isso sem contar os fatos adicionais. Certas coisas devem ficar quietas, ou pelo menos nas séries convencionais.
E sabe qual é a coisa mais bacana de tudo isso? Lost conseguiu o impossível, e nos seus oito episódios iniciais fomos presenteados com uma versatilidade assustadora, fomos do momento mais cômico ao mais dramático em questão de segundos, sem perder o rebolado. Criou paradoxos? Sim, mas agora é a minha vez de falar alto e claro, ISSO É FICÇÃO!
LOST ATÉ AQUI
A premiêre dupla foi uma jogada esperta da ABC. Colocar um episódio mediano – em termos gerais – como The Lie, ao lado de um revelador e fantástico como Because You Left, fez com o público não se desanimasse, muito menos ficasse cansado.
Em seguida, temos o estranho e misterioso Jughead, no qual são retomados assuntos apreciados como Os Outros, Charles Widmore, e a vida de Desmond com Penny.
The Little Prince e This Place is Death são os típicos ótimos episódios de ligação, que não serão lembrados a longo prazo. Ou seja, tiveram a simples função de dar continuidade a trama. Vale lembrar da triste e já esperada morte de Charlotte. Mesmo assim, tenho quase certeza que o seu passado com a ilha será explorado futuramente.
Já 316 é um divisor de águas para a trama fora da ilha que começou a ser explorada no final da terceira temporada, e nada melhor que o vermos inteiramente do ponto de vista do líder conturbado dos sobreviventes, Jack Shepard, que agora é, assumidamente, um homem de fé.
Ainda no assunto homens de fé, The Life and Death of Jeremy Bentham preenche uma lacuna e apara as arestas deixadas durante a misteriosa saída de John Locke no episódio cinco. Valeu a pena vermos interação entre ele e Ben, ele e Walt, ele e Abbadon... Sem contar as simples – e no caso de Hurley – cômicas visitas aos Oceanic Six.
Direto do ponto onde paramos, LaFleur mostra o que aconteceu com os que ficaram para trás. Com a ilha estabilizada no início da Dharma, Sawyer e cia facilmente enrolaram velhos conhecidos – Horace Goodspead, por exemplo – e se adaptaram, vivendo vidas pacatas na vila Dharma, até que, depois de três longos anos, eles voltaram para “abalar” e vamos ter que esperar até dia 18 para saber o que acontecerá. Mas de uma coisa eu tenho certeza: o ritmo de Lost nunca vai retroceder. In Darlton We Trust.
E você? O que achou da primeira parte da quinta temporada de Lost? Deixe a sua opinião nos comentários.
O Segredo do Sucesso de Lost
14 de março de 2009 Publicado por Mateus Borges | Leia mais sobre: Lost, Matérias
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3 comentário(s):
Inovadora, surpreedente... Sinceramente, pensei que Lost fosse fracassar nessa quinta temporada, mas confesso que foi um erro meu acreditar nessa ilusão. Não se pode duvidar da capacidade daqueles produtores. Eles são incríveis. Só espero respostas, respostas e respostas. E que de tempo para que elas apareçam, o que estou achando difícil. Quem sabe não pinta aí uma sétima temporada?? Valeu, Lohan.
LOST TUDO DE BOM.E AINDA MELHOR NA 5º TEMPORADA.
BJUS A TODOS E NAMASTÊ.
Essa série é realmente incrível,que fala realmente de assuntos que despertam nosso enteresse, os produtores são realmente brilhante em explorar essas idéias para mim é a melhor série.:)
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